Clara e eu nos encontramos pela primeira vez no centro cirúrgico do Hospital das Clínicas da USP. Estávamos no primeiro ano da residência: ela em anestesiologia, eu em cirurgia plástica. Conversamos um pouco entre um procedimento e outro, mas a conversa ficou por ali — breve, quase protocolar.
Quem mudou o rumo da história foi uma enfermeira, Karen. Percebendo algo que nós dois aparentemente ainda não tínhamos percebido, ela resolveu intervir. Entregou à Clara um bilhete simples, mas decisivo:
“Dr. Gustavo Mafra – meu número de telefone.”
O bilhete acabou virando uma piada recorrente entre nós, mas naquele momento foi exatamente o empurrão que faltava. A partir dali começou uma história que cresceu entre plantões, corredores de hospital e muitas conversas — uma parceria que, desde então, só se fortaleceu.